A retórica reacionária estatal _
tudo velho no estado novo e muito passado no país do futuro
de Manuela Leite
tudo velho no estado novo e muito passado no país do futuro
de Manuela Leite
Este trabalho examina as conexões entre o Estado, a burguesia e a arte na disseminação de discursos imperialistas, explorando a dualidade da arte tanto como ferramenta de resistência quanto de dominação. investiga-se a apropriação da arte pelo Estado Novo e pela ditadura militar, destacando a cooptação da elite intelectual por meio de políticas de atração patrocinadas pelo imperialismo. Conclui-se que a arte — seja como manifestação revolucionária ou veículo de hegemonia — reflete e reproduz estruturas de poder, revelando a violência inerente às sociedades coloniais.
Extinção como imagem
de Lara Ovídio
de Lara Ovídio
As extinções têm sido representadas em museus de história natural, nas artes e no cinema. Em alguns momentos, apareceram como imagens de um passado remoto; em outros, como projeções de um futuro distante. No entanto, com a intensificação do capitalismo, o fim do mundo se acelerou e alcançou as imagens que circulam nas redes sociais e nos sites de notícias. Partindo do entrelaçamento entre realidade e imagem, este trabalho busca discutir os desafios de produzir imagens politicamente engajadas durante a sexta extinção em massa.
Orgia da imagem
de Ana Paula Albé
de Ana Paula Albé
Essa apresentação parte das controvérsias na arte para investigar questões da autoria e evocar a força do coletivo. Atravessando tempos, culturas e corpos, trata-se de apresentar relações entre o filme “O livro de imagem” de Jean-Luc Godard e o trabalho do Teatro Oficina Uzyna Uzona.
Vitória inacabada _ do grupo Dziga Vertov ao Decolonize This Place
de Dora Longo Bahia
de Dora Longo Bahia
O texto investiga a maneira como artistas e coletivos vêm negociando a relação entre arte e política. Surgidos no contexto das tensões que antecederam maio de 1968, grupos como o Dziga Vertov buscaram fundir teoria revolucionária e prática artística, mas acabaram esbarrando nas contradições entre engajamento político e atuação artística. No Brasil, em meio à repressão da ditadura militar, exposições como a VI Jovem Arte Contemporânea (1972) e a 12ª Bienal de São Paulo (1973) estimularam experimentações coletivas e experimentais como estratégias de resistência. Diversas organizações artísticas recentes — da documenta quinze ao Decolonize This Place — retomam esse cruzamento entre arte e ativismo, revelando tanto seu potencial crítico quanto sua vulnerabilidade à cooptação institucional.